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Que dois

nem sabem o que dizem, nem dizem o que sabem

EstudAnt3

terça-feira, fevereiro 21, 2006
"ESTUDANT3", foi durante o período da minha liderança, o órgão de comunicação da Associação Académica de Arouca (A3).
Na sua génese, a necessidade sentida de uma publicação capaz de tornar mais fácil a circulação das ideias e dos factos numa instituição que se pretendeu distribuída no espaço, ramificada e enriquecida na sua actividade.
Através de uma informação objectiva e plural, pretendeu ser simultaneamente barómetro e termómetro do pulsar Estudantil e institucional, dos seus momentos altos e das suas dificuldades.
Dos Estudantes de Ciências aos Estudantes de Letras. O que equivale a dizer que nele todas dispuseram de um espaço que tornasse mais visível a sua actividade, as suas realizações e as suas propostas de futuro, tanto através de textos de conteúdo, de tese, como de simples informação noticiosa.
Com distribuição gratuita, a maior fatia da sua tiragem foi, naturalmente, reservada para os Estudantes. Via postal, cada número editado foi também remetido a instituições congéneres , a todas as instituições (associações, escolas, juntas de freguesia, autarcas...) da região de Arouca e também de outros pontos do país. O "EstudAnt3" chegou aos seus leitores apenas três vezes, sensivelmente de 4 em 4 meses, prefazendo um ano, praticamente o espaço entre a fundação da A3 e a minha saída da mesma. Esta prática que pretendia ser uma marca da A3, acabou por não continuar. Mas não acabou a Associação! Outros caminhos, outras ideias, outras pessoas, outras vontades. É por aí (também)que se mede o sucesso de um projecto, pela apetência e vontade de várias pessoas em querer fazer coisas. As mesmas, ou outras. E essas vontades e pessoas existem! Felizmente.

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O Cliente

Em 1997/98 e depois de um ano de "Geração Rasca" decidimos abraçar um projecto diferente, mais abrangente, mais "profissional", mais recheado de contributos e de uma panóplia de opinões explosivas quiça corrosivas que excitaram o meio escolar na altura. Não vale a pena especificar situações ou protagonistas, mas digamos que o cliente esteve às portas do tribunal. Não entrou e não se sentou por imperar algum bom senso e se calhar condescendência. Não sei. Sei seguramente que senti alguns "arrepios na espinha", que as minhas cautelas dobraram e que "cresci" socialmente uns anos. O "cliente" foi sobretudo um jornal escolar, que retratava a vida de um liceu de convivência diária de sensivelmente 1000 alunos. Dizia na altura no jornal, que o cliente pretendia "apalpar o pulso" dos alunos da nossa escola. Foi mais um projecto. Devo confessar, um dos que me tirou o sono, pudera, o pulso estava acelerado!

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Geração Rasca, 1996

terça-feira, janeiro 24, 2006
" Mais do que um simples jornal, um claro simbolo de postura de uma Associação de Estudantes. Da educação à regionalização, do desemprego às dependências, houve que estar atento, que formular propostas concretas de actuação, que marcar um calendário de discussão, que evitar a falta de controlo da situação. Pela frontalidade e objectividade (tão) bem assumida este ano lectivo, pela associação de estudantes, há que pontualizar de forma concreta a necessidade de continuarmos o bom trabalho. A associação de estudantes conheceu o desafio, não fugiu a ele e aí­ se criou pronto para o futuro, o espaço necessário da comunicação pretendida e da participação desejada. Mensalmente, um espaço para dar noticia das noticias, para fazer ouvir os protagonistas do dia-a-dia escolar, para ir ao encontro do admirável mundo novo da juventude, uma juventude irrequieta, ansiosa, espectante, exigente. Pretendeu-se a participação, a colaboração. Não fechada nos muros internos da escola, antes aberta e abrangente aos diferentes sectores da sociedade civil jovem. Contou-se com a diversidade da participação, associativa estudantil, empresarial, académica, desportiva, informativa, cultural. Basicamente, apalpar o pulso da juventude. Quis-se o discurso interno directo. Estar "in" da dinâmica organizativa da estrutura, fazer um verdadeiro "roteiro" de acções, propostas, ter a clara noção da força da presença do país real, onde realmente se sentem os verdadeiros problemas. Quizessemos demonstrar, com exemplos internos, que aquilo que defendemos lá para fora é para valer. O Geração Rasca não pode parar. Não vai parar. Porque nós existimos, e nós estaremos cá para o ano uma vez mais. "
André Almeida, Maio de 1996, editorial do Jornal escolar "Geração Rasca"

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