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Que dois

nem sabem o que dizem, nem dizem o que sabem

Queima das Fitas 06

quinta-feira, maio 04, 2006
Longe dos tempos em que parava toda a vida da cidade, a Queima das Fitas continua a ser o ponto alto da vida dos estudantes universitários. Uns dando-lhe mais, outros menos importância, a tradição persiste, talvez um pouco distante do que foi em tempos, mas viva.
São dias em que o colorido dos cursos invade as ruas, em que a alegria e por vezes os excessos pautam a vida da cidade, em que se tenta retribuir à cidade aquilo que ela oferece aos seus estudantes no decorrer dos anos, porque hoje a Queima não é só uma festa dos estudantes, mas de todos os que desejam participar nela. É uma festa da cidade.
Desde 2002, a Queima é também um pouco de Arouca. A Associação Académica de Arouca (A3) tem vindo a participar nas "Noites da Queima" com uma barraquinha, por onde vão passando e onde se vão encontrando os estudantes arouquenses que frequentam as mais variadas faculdades portuenses, mas também uma imensa massa de gente que conhece Arouca ou que por Arouca tem um carinho especial.
Foi no ano que fundei e presidi a A3 que tive esta ideia, lembro-me perfeitamente do momento em que decidi ir para a frente com o projecto, do momento em que a apresentei à restante direcção da A3 (que saudades daqueles sorrisos e dos olhos a brilhar), mas lembro em particular (neste momento começo a esboçar um largo sorriso) o quanto custou implementar esta ideia. De facto, chegar à FAP (que é uma organização muito egocêntrica e fechada) e exemplificar porque é que uma associação recém-criada, que representa os estudantes de uma terra e não uma faculdade ou curso quer fazer parte da Queima das Fitas foi um exercício complicado, mas que se revelou eficaz. Mas a barraquinha não encerra só a simbologia associativa, representa também a força que uma terra pode ter. A barraquinha não é, assim, apenas da A3, ou dos estudantes de Arouca, mas de Arouca. Inteira.
Esta presença arouquense atrai imensa gente, suscitando muita curiosidade e comentários como "conheço Arouca", ou "parabéns pela iniciativa!", "Arouca tem universidade?" (hehe), "Onde está a barraquinha de vale de cambra?" ou ainda um simples mas significativo "Arouca é muito à frente!".
Mas a barraquinha não foi apenas ponto de encontro e de diversão. Nos meus anos de "gerência" aproveitamos sempre a ocasião para distribuir grandes quantidades de suportes de informação sobre Arouca desde guias e mapas a mapas de percursos pedestres, entre outras infrmações alusivas a Arouca. Bem, caros amigos, marco desde já encontro com vossas excelências para trocarmos umas ideias e beber um copito no sitio do costume.

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EstudAnt3

terça-feira, fevereiro 21, 2006
"ESTUDANT3", foi durante o período da minha liderança, o órgão de comunicação da Associação Académica de Arouca (A3).
Na sua génese, a necessidade sentida de uma publicação capaz de tornar mais fácil a circulação das ideias e dos factos numa instituição que se pretendeu distribuída no espaço, ramificada e enriquecida na sua actividade.
Através de uma informação objectiva e plural, pretendeu ser simultaneamente barómetro e termómetro do pulsar Estudantil e institucional, dos seus momentos altos e das suas dificuldades.
Dos Estudantes de Ciências aos Estudantes de Letras. O que equivale a dizer que nele todas dispuseram de um espaço que tornasse mais visível a sua actividade, as suas realizações e as suas propostas de futuro, tanto através de textos de conteúdo, de tese, como de simples informação noticiosa.
Com distribuição gratuita, a maior fatia da sua tiragem foi, naturalmente, reservada para os Estudantes. Via postal, cada número editado foi também remetido a instituições congéneres , a todas as instituições (associações, escolas, juntas de freguesia, autarcas...) da região de Arouca e também de outros pontos do país. O "EstudAnt3" chegou aos seus leitores apenas três vezes, sensivelmente de 4 em 4 meses, prefazendo um ano, praticamente o espaço entre a fundação da A3 e a minha saída da mesma. Esta prática que pretendia ser uma marca da A3, acabou por não continuar. Mas não acabou a Associação! Outros caminhos, outras ideias, outras pessoas, outras vontades. É por aí (também)que se mede o sucesso de um projecto, pela apetência e vontade de várias pessoas em querer fazer coisas. As mesmas, ou outras. E essas vontades e pessoas existem! Felizmente.

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Esplanada do Parque

sexta-feira, fevereiro 17, 2006
A Câmara Municipal de Arouca adjudicou recentemente a reformulação do espaço correntemente denominado de "esplanada do parque". Este espaço já funcionou há mais de uma década atrás e incontestavelmente deixou muitas saudades. A propósito da exploração do referido espaço, lembro as duas incursões que fiz na tentativa de dinamizar o mesmo. A primeira, tal como documenta a primeira imagem foi a título pessoal e acompanhado pelo meu amigo Pedro Vieira, que carregados de baterias e portadores de um espírito empreendedor genuíno, buscávamos incessantemente actividades e alternativas ao marasmo que na altura sentíamos. A segunda, bem mais tarde, decorreu no tempo em que liderei a Associação Académica de Arouca. Nenhuma das situações se concretizou, a "esplanada" não abria, numa primeira fase pela falta de equipamentos sanitários e numa segunda fase por um hipotético "bloqueamento" feito pelo IPPAR. Assim passaram-se mais de dez anos e o espaço foi sendo esquecido. Destas duas tentativas recordo a disponibilidade e o incentivo dado pelo Sr. Presidente da Câmara da altura, Dr. Armando Zola que perante dois miúdos de 16 anos a querer abraçar um projecto destes, não só correspondeu como estimulou os nossos projectos.

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Arouca Film Festival

quinta-feira, dezembro 08, 2005
Está às "portas" o terceiro festival de cinema de Arouca, agora intitulado de "AroucaFilmFestival", face à sua "internacionalização". Tudo começou~em 2002, aquando da realização da primeira iniciativa das Noites de Cinema ao Ar Livre, organizadas pela Câmara Municipal de Arouca (C.M.A) e pela Associação Académica de Arouca (A3) (era na altura o seu presidente). Essa primeira realização foi uma ideia da A3 (sustentada pelo seu departamento cultural, presidido pelo meu amigo Ivo Brandão) proposta à C.M.A que foi aceite de imediato. Naturalmente surgiram ideias opostas, desde a localização do evento até ao design do cartaz, mas o que mais me marcou foram as escolhas dos filmes a serem exibidos. A A3 entendia proporcionar ao público arouquense alguns filmes ditos de "qualidade", tantas vezes de difí­cil acesso e simultâneamente, tentando criar hábitos de consumo desta arte. Não foi possivel. Naturalmente, não seria apropriado, para além de muito arriscado para uma entidade como a C.M.A aceitar tais recomendações. Decidiu-se e provavelmente muito bem, incluir apenas novidades do dito cinema "comercial", para com isso, criar um espectáculo acessível a todos e que garantisse sucesso imediato e absoluto. Nem mais nem menos, um sucesso incrível, e um novo marco na cultura Arouquense.
Na ressaca deste primeiro evento, em declarações para um jornal local, falei destas "noites de cinema" e anunciava em primeira mão a intenção firme e determinada de realizarmos um Festival de Cinema, com filmes de circuito mais independente, apostando numa alternativa ao formato mais comercial. Nascia aqui o Festival de Cinema de Arouca. Passado o processo de intenções, um ano depois (2003) realizava-se o primeiro festival sob a direcção do vice-presidente da A3 e estudante de cinema, João Rita.
A sua terceira edição ocorre este sábado, 10 de Dezembro, no cine-estúdio dos Bombeiros Voluntários de Arouca.

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